terça-feira, 1 de junho de 2010

Observação de aves

O que estava programado, em 22 de Maio, era um passeio de observação de aves em S. Pedro.
Mas tendo os activistas acordado tarde, de aves só puderam ouvir gorjeios e trinados. As ditas já estavam recolhidas à sombra dos carvalhos (cerquinhos, negrais, alvarinhos e outros), dos salgueiros e freixos e amieiros... e algum ulmeiro sobrevivente.
Ficaram-se com uma bela passeata. Mas ainda puderam ver, graças à diligência do Amândio, um ninho verdadeiro de andorinha dáurica (o que aqui se reproduz é um reles esquisso de manual). E lá no cimo dum pinheiro, a trinta metros de altura, um ninho de milhafre na margem da ribeira de Tourões. Ou seria de algum corvo?!
O almoço na Bichoeira foi tão opíparo, que não deixou tirar a coisa a limpo!

IV Feira

Nos dias 28, 29 e 30 de Maio, a Associação Rio Vivo esteve presente na IV Feira das Artes e da Cultura e Festa do Bacalhau, levada a cabo em Almeida.
Decorado com quadros de S. Pedro (uma vez que a cabrinha branca do mestre Chichorro também já é património da aldeia), o stand da Rio Vivo disponibilizou publicações e desdobráveis relativos à Associação, sua natureza, objectivos e realizações.
Divulgou-se o Prémio Riba-Côa 2010, e procedeu-se à angariação de novos sócios e à venda de obras de Ramos André e Fonseca Ramos, respectivamente de cariz etnográfico e monográfico.
Não poderá afirmar-se que o eco despertado no público da Feira (de resto relativamente reduzido) tenha sido retumbante. Nem isso era esperado.
Foi, porém, um momento importante, para expor e divulgar as preocupações e o espírito que motivam a Associação.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A marca do "Rio Vivo"



Este é logo da Associação Rio Vivo que foi aprovado na reunião de Direccão que teve lugar, no passado dia 22 de Maio, em S. Pedro do Rio Seco.
Nele figura, a cabrinha, já familiar, do quadro de Mestre Chichorro.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O mundo de hoje, imaginado há 100 anos


Há tempos, chamou-me a atenção um artigo escrito em 1900, e que continha um conjunto de previsões, ou antevisões, para o ano 2000. Foi publicado no “The Ladies Home Journal”, uma revista americana, e ainda hoje a sua leitura faz as delícias de quem o lê. Uma outra publicação de 1910, neste caso uma sequência de "quadros", mostrando uma antevisão do ano 2000, pertencentes a uma colecção da Biblioteca Nacional de França, ajuda-nos a conhecer a percepção que os nossos avós tinham do futuro.

Confrontando a realidade dos nossos dias com as previsões ali apresentadas, chega a ser chocante a “ingenuidade” dos autores, tanto do artigo como dos "quadros". Mas vale a pena revisitar e reflectir sobre estas conjecturas, pois elas ajudam-nos a entender a mentalidade de quem as produziu, e a compreender melhor o mundo que nos rodeia, e até a própria dinâmica da evolução das ideias ao longo dos tempos. Podemos até sentirmo-nos estimulados a fazer o exercício de tentar antever o mundo daqui a 100 anos.

É certo que, há um século atrás, a data "2000" era uma data mítica, a qual era vista, em simultâneo, como fim de século e como fim de milénio. Isso, julgo eu, ajudava a inflamar as mentes. Por outro lado, o tempo futuro parece mais extenso do que o tempo passado. A nossa mente habitua-se a olhar para uma data futura como representando uma “distancia” enorme, a qual, depois, nos parece muito mais curta do que havíamos imaginado. Quando apareceu o “1984” de Orwell ou o filme “2001, Odisseia no Espaço” de Kubrick, parecia que o tempo que faltava, haveria de permitir realizar todos os sonhos. E, afinal, essas datas, vistas pelo "retrovisor" do tempo, estavam “logo ali”.

Nestas previsões de há 100 anos, sobressai uma crença ilimitada na tecnologia. A electricidade é ali apresentada como uma coisa milagrosa. Fala-se ingenuamente de navios movidos a electricidade cruzando o oceano, como se a electricidade pudesse ser transportada a bordo de um navio. E, constatamos hoje, a incapacidade de, nesse tempo, se perceber aquilo que foram os verdadeiros grandes saltos tecnológico: a televisão, a informática, a internet, e até o avião.

O carvão era a forma energética que tinha revolucionado o mundo, e tinha conduzido ao progresso, mas já se apresentava como uma coisa do passado, algo sujo e desinteressante. E que, acreditava-se, a energia eléctrica iria tornar obsoleto. O petróleo era conhecido mas o seu potencial estava por adivinhar. E o nuclear nem sequer era imaginado.

Em 1900, o mundo ainda estava extasiado com os ecos da Exposição Universal de Paris, e vivia-se uma revolução tecnológica. Parecia não haver limites para os sonhos do homem. Júlio Verne, melhor que ninguém, encarna esta visão nos seus livros. Entre nós, ficou-nos a “Cidade e a Serras” do nosso Eça que confronta o “novo mundo”, isto é, a civilização com o campo, ou as serras. E que, ao arrepio da tendência dominante, toma partido pelo campo, e desaprova as “modernices” de Jacinto que morava nos Campos Elísios, e já tinha elevador.

Não se falava de limites do crescimento, e questões como o esgotamento dos recursos, como a poluição ou o aquecimento global, nem sequer eram afloradas. Falava-se do progresso, dum Mundo super-organizado mas não se antecipavam os custos da complexidade que isso iria provocar.

E, apesar de tudo, nas previsões do "Ladies Home Journal" impressionam alguns acertos. Fala-se do telégrafo, e do telefone universal, do envio de imagens a longa distância, e da perfeita reprodução fotográfica da cores da natureza. E até já se dizia que os homens do futuro iriam ser mais altos. Vê-se apenas o lado bom do homem, o optimismo prevalece. Mas é uma visão “ocidental”, onde não se vislumbra o acesso dos “bons indígenas” à emancipação e à igualdade.

E daqui a 100 anos, como será o Mundo?

O homem está hoje menos optimista, vive mais angustiado. E, já ninguém imagina o futuro como a “reconstrução” do Éden. Já não temos Júlio Verne, mas temos os livros e os filmes que nos falam do colapso (2012) e nos mostram as ruínas das grandes cidades depois de cataclismos, das pestes, do extermínio nuclear, de novas idades de gelo.

O mundo de hoje é um mundo pessimista em relação ao futuro, e, infelizmente, parecem sobrar as razões para que o seja.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Prémio Ribacôa 2010

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A Fundação Vox Populi, com o apoio da Associação Rio Vivo, acaba de lançar a 2ª edição do Prémio Ribacôa (2010), este ano claramente enfocado para premiar um Projecto concretizável de empreendedorismo no Concelho de Almeida, de preferência na Freguesia de S. Pedro de Rio Seco.

A Fundação convida a todos os interessados a candidatarem-se ao Prémio Ribacôa que nesta edição tem o tema:
“A Caminho da Transição”.

Contexto:
Torna-se urgente desenvolver e implementar projectos que sirvam para recuperar um concelho, uma freguesia envelhecida e sem perspectives de futuro. O objectivo é apoiar projectos que insiram nos seguintes princípios:
- Respeito pela natureza,
- Moderação na utilização dos recursos,
- Respeito pelos valores tradicionais,
- Valorização da produção local.

Prémio:
Podem concorrer ao prémio novos projectos, ou projectos já iniciados cujos autores pretendam continuar a desenvolvê-los.
À candidatura seleccionada será atribuído um prémio pecuniário de 1.000 Euros
Além disso o candidato seleccionado receberá um subsídio de 10.000 Euros a atribuir ao longo do periodo de desenvolvimento e implementação do projecto mediante a assinatura de um contrato com a Fundação Vox Populi.

Entidades que apoiam o prémio
• Câmara Municipal de Almeida
• Associação dos Amigos de Almeida
• Associação Rio Vivo
• Associação Sócio Terapêutica de Almeida

Para mais esclarecimentos consultar o regulamento em www.fvp.pt ou contactar a Fundação Vox Populi - Email geral@fvp.pt

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Jogo do ferro


Desenho do Gustavo Lourenço Marques

No tempo da minha infância, nas aldeias da Beira Raia, quando chegavam os primeiros calores da Primavera e nos campos floresciam as árvores e germinavam as sementes, nas tardes de domingo ou nos dias de festa, jogava-se o ferro. O jogo do ferro, que consistia no lançamento de uma barra de ferro com cerca de um metro, era um jogo viril, era um jogo de homens, assim como o jogo do cântaro ou a “chiquinita” era um jogo de mulheres

A jogar o ferro defrontavam-se entre si as aldeias da região; os nomes dos vencedores passavam de boca em boca, eram conhecidos e comentados. O meu tio Luís Queirós e o Zé Forneiro de S. Pedro, os irmãos Valente, de Vale de Coelha são nomes que muitos ainda hoje recordam.

Jogava-se o ferro em três trances: "à da quietos", "à da salidos", "à da por cima".

O clube tradição da associação Rio Vivo vai estimular a renovação deste jogo no concelho de Almeida.Já arranjámos um ferro que pesa 1,5 kg; pertence ao Vitó de Almeida que tinha um guardado. Vamos agora mandar fazer uns quantos exemplares para o pessoal se ir treinando.

Em Junho, vamos fazer o primeiro campeonato experimental em S. Pedro. A ideia é, depois, envolver a Câmara de Almeida e fazer um campeonato concelhio "às Portas de Almeida" parafraseando o título de um livro de José Abrunhosa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Colóquio em Pombal

No passado dia 10 de Abril teve lugar em Pombal um colóquio sobre a Transição para uma Economia e Cultura pós-Carbono.
Tratava-se de observar o estado da arte, analisando os múltiplos aspectos e impasses que caracterizam a periclitante situação em que se encontram as colectividades humanas e o equilíbrio do planeta. Solicitada a dar colaboração e patrocínio ao evento, a Associação Rio Vivo não se poupou a esforços e marcou presença muito significativa.
Depois da abertura introdutória, a cargo do anfitrião João Leitão e do presidente da Rio Vivo, teve lugar a primeira intervenção, a cargo de Vítor Rodrigues, psicólogo social. “Quem somos – Valores e Crenças” era o mote. O palestrante fez a caracterização das sociedades humanas face à necessidade de mudança: atitudes e comportamentos, crenças e valores; o ter e o ser; a obsolescência planeada que exacerba o consumo; a manipulação da informação, a alienação e a falta de consciência social.
A segunda palestra – dedicada aos limites do crescimento, situação energética e alterações climáticas – esteve a cargo de Luís Queirós (crise global e oportunidade de transição); de Tomás Marques (crise múltipla e impasses duma sociedade complexa); de Luís de Sousa, que fez o ponto da situação relativamente à energia e ao pico do petróleo; e de Luísa Schmidt, que abordou o modo como os media transmitem a “crise”, e como os cidadãos se relacionam com o problema; o efeito final é a escassa consciência, o alheamento e a resistência à mudança de comportamentos e rotinas.
A terceira intervenção, a cargo de David Avelar e Sérgio e Carmen Maraschin, ocupou-se da Permacultura e da experiência inglesa de Totnes.
Por fim foi apresentada uma longa série de práticas em curso, relativas à Transição em Portugal. Paula Queirós expôs, de forma discreta e eficaz, a experiência da Rio Vivo, com os seus ensaios, planos e realizações.
Foi um colóquio útil e profícuo. Mesmo naqueles casos em que se respirou algum afastamento da realidade, algum utopismo individualista, algum proselitismo iluminado, algum aroma a falhanço prometido. É que as experiências menos boas também ensinam, e só andando se faz o caminho.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Primavera em S. Pedro

Exposição de Artesanato do Centro Social no pavilhão, no dia 28 de Março de 2010.
Patrocinadas pela Rio Vivo, as concertinas vieram do Reboleiro.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vejas as diferenças

o António André enviou estas fotografias para mostrar o que tem sido a recuperação de casas em S. Pedro. Neste caso mostra a casa de Rosalina Afonso antes e depois da recuperação.
Não serei a pessoa indicada para avaliar se esta linha de recuperação é a mais correcta. Mesmo assim acho que S. Pedro é das aldeias "menos estragadas" da zona.











Casa de Rosalina Afonso antes e depois da remodelação

segunda-feira, 1 de março de 2010

Notas de viagem a S. Pedro (no Carnaval)

O frio

Desta vez, o mercúrio do termómetro veio por aí abaixo. Já me tinha esquecido deste frio agreste e cortante que nos penetra até à medula dos ossos, que nos paralisa os movimentos e nos embota o pensamento. Em apenas três dias, passados em Almeida e S. Pedro, recordei o pesadelo das frieiras, o vento que cortava as orelhas, e, sobretudo, interroguei-me sobre forma de viver antiga quando se passavam os invernos ao redor das braseiras, sem aquecimento central, sem água quente, sem casa de banho. Quase tive pena da criança que fui, na Casa da Varanda, em S. Pedro do Rio Seco.

O almoço na Bichoeira

O ponto alto desta viagem foi o almoço no rancho da Bichoeira, do Amândio Caldeira. Desta vez foi o Francisco Falcão o mestre cozinheiro do repasto. A salada era de meruges ou regojos, recém cortados numa regadeira do Valedelacobra. Esta iguaria devolveu-me um gosto esquecido e quase perdido. Também o bucho, as carnes do cozido, os grelos e o feijão com cascas à moda transmontana estavam divinais.
A lareira farta fazia lembrar o dia da matança do porco, o ambiente não poderia ser melhor. O Prof. André chegou mais tarde, tinha-se esquecido do convite para o almoço, coisa imperdoável. Mas ainda veio a tempo de um convívio franco e salutar.

Ti Arménio Caldeira

o ti Arménio morreu num dia de frio e foi enterrar no dia de Entrudo. Era verdadeiramente um homem de S Pedro. Afoito e com ideais próprios foi seguramente contrabandista na sua juventude, histórias picarescas do tempo em que havia "mocidade" em S. Pedro não lhe faltariam para contar. Era filho do ti César Caldeira e irmão do bom e dócil Anísio que me tratava por filho da Senhora Laura.
Foi um frequentador assíduo da taberna do ti Zé Queirós na Guarda, um devoto da mãe Aida a quem admirava e respeitava. Nós gostávamos daquela maneira franca aberta e sonora de falar e de opinar. O ti Arménio era benfiquista de alma e coração, do tempo em que o Benfica se orgulhava de ter só jogadores portugueses na equipa. Naquela noite fria, na Igreja de S. Pedro, ainda pude cumprimentar os filhos que velavam o corpo do pai.

PS: a foto é do André Cid com uma pequena cosmética da minha autoria

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Suave Milagre

10 de Novembro, entre as dezasseis horas e trinta minutos e as dezassete da tarde, ali a qualquer quilómetro da A2, entre Grândola e Almodôvar, no rádio do carro surge, na Antena 1, uma pequena reportagem sobre três aldeias do distrito da Guarda, três aldeias “que não cantam”. Aldeias que, em minha opinião, merecem a atenção do jornalista apenas por terem gerado três vultos importantes da vida portuguesa: Porto de Ovelha e o Procurador-geral da República, S. Pedro de Rio Seco e o Dr. Eduardo Lourenço e Vide com o Dr. Almeida Santos.

Pus o volume do rádio um pouco mais alto, e o repórter aparece em Porto de Ovelha, reportando, à medida que se vai embrenhando nas ruas, o silêncio em volta, a ausência de pessoas nas ruas desertas, o abandono em que as casas se encontram. De repente, lá aparece uma residente, que respondendo, com a experiência dos seus oitenta e poucos anos, às perguntas do jornalista, vai fazendo a comparação entre os tempos da sua meninice e juventude e os tempos de agora.

Na Procuradoria-geral da República, o Sr. Procurador recorda os tempos da sua meninice, o tempo das férias do Verão, Natal e Páscoa, com o rio Côa a servir de piscina natural, dizendo que as casas e ruas são as mesmas, o rio é o mesmo e no mesmo lugar, só o que lá não está são as pessoas.

Reportagem curta e quase deserta de soluções, como deserta está a aldeia em que acaba de aparecer: S. Pedro do Rio Seco.
Avança sem encontrar vivalma e apenas se detém no Largo Eduardo Lourenço. De uma breve conversa que mantém com o Sr. Augusto Limão e, um pouco mais adiante, com a senhora Rufina, ficam algumas ideias: S. Pedro já não é o que era, antigamente uma aldeia cheia de juventude e de adultos trabalhadores; agora, o que vale é a proximidade com a Espanha, onde os rapazes de S. Pedro vão encontrando trabalho, mas com uma certa dificuldade, por causa da crise que também por lá reina. As poucas crianças que ainda existem frequentam a escola em Vilar Formoso ou em Almeida. É que a escola existente, fechou para férias e não mais abriu.

O jornalista ouviu de seguida, em Lisboa, o Dr. Eduardo Lourenço que expõe ideias não diferentes das expressas em outras ocasiões. No entanto, uma expressão me chamou a atenção: “Apenas um milagre …”

Passou para Vide, aldeia que deixo de lado por não ser do nosso concelho, por ter ainda cerca de quarenta crianças na escola, por estar inserida na região da Serra da Estrela e a única semelhança que tem com as duas anteriores é dela ser natural o Dr. Almeida Santos, vulto da Política e da cultura.
Terminada a curta reportagem, veio-me à cabeça o ditado popular que diz.”Fia-te na Virgem e não corras …”

Sei que é uma forma de expressão, mas bem podemos todos Sampedrenses esperar sentados que tal milagre aconteça, que, se nada fizermos, dificilmente acontecerá.
No entanto, com maior ou menor apoio da Virgem, começamos a ver e sentir os primeiros pequenos milagres alcançados por pessoas que começaram a dar os primeiros passos de corrida. Esses primeiros passos começaram a ser dados por todos os conterrâneos que, graças ao gosto que têm por S. Pedro e à custa das suas economias têm reconstruído as suas casas. É um prazer percorrer as ruas de S. Pedro e, ao dobrar de cada esquina, deparar com uma casa reconstruída ou pintada e com um muro arranjado. Outras “corridas”, não tão pequenas quanto isso, têm sido dadas pela Junta de Freguesia. Todos as conhecemos e delas somos testemunhas.

Uma outra “corrida” começou a ser sonhada, há alguns anos, por alguns conterrâneos que, por inércia ou por não saberem bem como, não a levaram à prática. Foi necessário que o Dr. Luís Queirós, talvez com o apoio da Sª. dos Bons Sucessos, congregando os sonhos desses conterrâneos que continuavam a sonhar, desse o imprescindível empurrão e reunisse na sua casado Lagar, à Lancha do Forte, em 9 de Agosto de 2009, um grupo de conterrâneos ou a S. Pedro ligados por laços de afinidade e simpatia, que, após uma troca de ideias assumiram conjuntamente o compromisso de constituir, em S. Pedro do Rio Seco, uma Associação de pessoas que comunguem dos mesmos ideais, e alimentem os mesmos propósitos constantes da Declaração que foi chamada “Declaração de S. Pedro”.

Outras etapas estão em marcha, de modo a que, pouco a pouco, congregando todos os conterrâneos, se vá alcançando o tal MILAGRE que o Dr. Eduardo Lourenço tanto anseia.

Nota: As fotografias mostram alguns dos pequenos (suaves) milagres que vêm acontecendo.
António Lourenço André

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Noticias de S. Pedro

Neste capítulo não se pode adiantar muita coisa... posso sim, fazer-vos um resumo da minha curta experiência nesta bela aldeia que é São Pedro do Rio Seco.
O meu primeiro contacto com São Pedro do Rio Seco aconteceu no princípio deste século. Na altura visitei-a com o meu grande amigo Sérgio Queirós, a aldeia pareceu-me abandonada mas muito bonita. Tive o prazer de conhecer a Tia Alice e apreciar um belíssimo lanche em sua casa! A minha primeira experiência em São Pedro não durou mais do que umas horas, e embora me tenha agradado bastante, nunca me ocorreu poder vir a viver e trabalhar aqui.
A adaptação a vida nesta aldeia não tem sido difícil. Apesar de ter poucos habitantes, (principalmente muito poucos jovens) e a comunicação via Telemóvel ou Internet nem sempre ser fácil, viver aqui é uma experiência muito interessante e enriquecedora. Todas as pessoas se conhecem, cumprimentam-se, são simpáticas e extremamente preocupadas com a minha estadia, o primeiro imigrante na aldeia em muito anos. Há muita curiosidade em saber quem eu sou e a quem pertenço, o que é natural. São poucos os dias em que não me batem à porta curiosos com a Associação e ao mesmo tempo perguntando se estou bem, se necessito algo, sempre preocupados com o meu bem-estar.
Esta tem sido uma experiência nova para mim, pois apesar de já ter vivido em diferentes lugares durante algum tempo, nunca tinha vivido num local assim, o que me tem agradado profundamente!

Eventos previstos

Como primeira iniciativa duma série de eventos que esperamos que se venham a realizar, a Associação Rio Vivo tem o prazer de anunciar que no próximo dia 30 de março se realizará o primeiro evento oficial desta Associação. No espaço do Pavilhão de São Pedro do Rio Seco e também na sua zona envolvente, realizar-se-á uma Feira de Artesanato, com produtos exclusivamente oriundos desta aldeia. A animação estará garantida por um grupo de concertinas que actuará ao longo do dia. De manhã, com uma arruada e depois à tarde a festa prossegue, já no espaço do Pavilhão de São Pedro do Rio Seco. Este evento tem a cooperação da Junta de Freguesia de São Pedro do Rio Seco e da ASTA.

Ainda neste fim-de-semana de Carnaval, no dia 13 de Fevereiro pelas 20:30, realizar-se-á uma Tertúlia, organizada pela ASTA, na sua casa de Almeida “Canto com Alma”, com o tema “O benefício das crises”. Este evento terá a colaboração da Associação Rio Vivo, com a participação de alguns dos seus elementos.

Calendário Agrícola

Sendo esta a primeira edição desta rubrica, tenho de vos garantir que tudo o que aqui será escrito é da inteira responsabilidade da gente de São Pedro. Pois recorrerei a estas pessoas para aumentar o meu conhecimento neste tema, tornando esta secção um conjunto de ideias, conselhos e informações adaptado a cada estação do ano.
Assim, e porque mais uma vez estamos a viver um Inverno algo rigoroso, embora com alguns dias atípicos (talvez consequência do aquecimento global) são poucas as hortas que sobreviveram à geada. No entanto há que pensar já no cultivo da Primavera. A Tia Alice Queirós, já se começou a preparar, tendo já feito um pequeno viveiro com os vegetais que depois transplantará para a sua horta onde irão crescer.

Um momento de reflexão

Um outro facto que nos mostra que o clima está a mudar é a cegonha e a sua permanência em Portugal durante o Inverno. Nos primeiros dias aqui em São Pedro, com muito frio e alguma chuva, reparei que um dos ninhos da torre da Igreja já tinha duas cegonhas! Falei com algumas pessoas aqui da terra, que me disseram que estes pássaros já tinham migrado para África e pelos vistos tinham regressado. Ou este Inverno vai ser muito curto, ou estas cegonhas têm o seu relógio biológico muito acelerado. Talvez outra consequência do aquecimento global e dos fenómenos atmosféricos extremos, da sua maior repetição e imprevisibilidade. Será este acontecimento um prenúncio das mudanças que aí virão? O que vai ser de nós?!

André Cid

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pontes de ligação




Tudo por S. Pedro, é a resposta a esta mensagem de gente da nossa terra



Tal como a Associação Rio Vivo pretende, nós, mordomia da festa da Senhora do Bom Sucesso 2010, também gostaríamos de continuar a preservar as tradições e costumes da nossa localidade.
Tenho visitado o vosso blogue e tenho gostado daquilo que leio. Também nós temos um blogue onde vamos dando algumas notícias de São Pedro do Rio Seco e no que diz respeito à nossa festa
http://a-festa-vamos-a-isso.blogs.sapo.pt
A memória de um povo está na sua história.
Vamos continuar a preservar as nossas tradições para que elas não fiquem no esquecimento.
Pela mordomia
Mª da Graça e Jorge Lourenço mais conhecido pelo "prof."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Artesanato e Festa

A Junta de Freguesia de S. Pedro do Rio Seco levará a cabo, na semana da Páscoa, uma Exposição de Artesanato no Pavilhão local. A mostra inclui artes manuais e decorativas, tapeçaria, bordados, rendas e peças ornamentais, e envolve actividades práticas da artesania local.
A Associação Rio Vivo congratula-se com a notícia. Participa na divulgação do evento e ajudará à festa.
Para isso vai patrocinar, no dia 28 de Março, a actuação dum grupo de uma dúzia de concertinas do Reboleiro, no concelho de Trancoso. Com uma arruada pelas 11H30, uma actuação em palco pelas 15H00, e uma nova arruada à despedida, o grupo animará a festa com as suas toadas populares. Umas mais tradicionais, outras nem tanto.
Assim, o Domingo de Ramos que aí vem não é um dia bom para ficares em casa!
[Rio Festa e Cultura]

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Rio Vivo dá os primeiros passos

No dia 29 de Novembro reuniu-se em Almeida a comissão instaladora da Associação
Falou-se dos estatutos, e ficou acordado que se vai, durante o mês de Dezembro, formalizar a constituição da Associação.
Apresentou-se o plano de trabalho, discutiram-se nomes para uma futura Lista para os órgãos sociais, decidiu-se avançar para o recrutamento de um funcionário permanente.

Apresentação

Numa aldeia envelhecida e sem perspectivas quanto ao futuro, a Associação RIO VIVO visa ser o suporte para a transição para um mundo novo.
Com respeito pelas tradições e pela cultura
Um RIO com vida e com muitos afluentes…

a)Clube “Rio Natura”. A fauna a flora, a ligação à terra.

b) Unidades de produção “Rio Coop” . Produzir é essencial. Hortas. Cooperativas. Há muita coisa a fazer. Não excluir a possibilidade de adquirir terrenos.

c) Clube “Rio Velho”. Recuperar as tradições, aprender as lições do passado. Fazer a ligação a S. Pedro, à gente de S. Pedro.

d) Clube Rio-Festa. Clube de animação arte e cultura. Sem festa não há Associação. Pensar em Agosto, nos emigrantes, etc…

e) “Rio Fabrica”. Reinventar a industria artesanal. (Tecelegem, cobertores de papa, linho, ferro forjado, marcenaria…)

f) Clube “Rio Jovem”
. Envolver os jovens, estimular a sua criatividade.

g) “Rio-sol”. Clube da solidariedade social, olhar para os velhos e carenciados

h) “Rio energia”. A energia, a eficiência energética.

i)“Rio escola”
. Ensinar artes e oficios, transmitir os conhecimentos dos mais velhos, impedir que caiam no esquecimento

j)“Rio constroi” Recuperar o património